Nordic Walking | Caminhada Nórdica - 10 outubro

Vai acontecer no próximo dia 10 de outubro, por iniciativa da ANDLinfa|Associação Nacional de Doentes Linfáticos, uma abordagem à Caminhada Nórdica.

A organização desta atividade disponibiliza bastões, a quem não os tiver. 

Esta actividade tem a colaboração da Escola Superior de Desporto de Rio Maior, na pessoa da prof Fátima Ramalho.

Contate, inscreva-se participe!


Palavras soltas


Talvez porque o regresso às aulas está no início tenho-me lembrado mais intensamente da Francisca.

A conversa com o Juan intensificou-me esse pensamento...

O Juan, doente de linfedema primário, relatava-me um pouco a sua história  e o seu percurso desde bébé. Dizia ele que um dos períodos negros da sua doença foi quando lhe chamavam de tudo, até de pernas de elefante!!

À Francisca desenharam elefantes nas paredes do recreio, com o seu nome...

O Juan, passados alguns anos, encontrou o seu caminho e é uma pessoa feliz.

Neste regresso às aulas os meus votos que todas as Franciscas tenham o maior sucesso (que todos sejamos Juans)JJ.


Tatuagens | Tattos

o meu obrigada à Natacha,
colega de quarto,
por me permitir fotografar  uma das suas tatuagens
O meu interesse por tatuagens não começou por querer marcar na pele, de modo definitivo,  um momento marcante na minha vida. O meu interesse por tatuagens foi espicaçado quando fui fazer uma ressonância magnética. Do questionário que somos obrigados a preencher, antes de entrarmos para o exame, fazia parte uma questão que me deixou intrigada sobre a razão de estar ali.

- Tem alguma tatuagem? - esta era a questão.

Interroguei a assistente ao exame de ressonância sobre a pertinência da pergunta, mas a justificação foi leve e deixou-me uma curiosidade não satisfeita.

Este ano, enquanto fazia o tratamento ao meu linfedema primário, vi largamente noticiado no hospital uma conferência sobre tatuagens, como era destinada a doentes não pude deixar de ficar muito interessada. No entanto, havia um problema para mim… era totalmente em alemão!!

Esta questão, o meu não domínio da língua alemã, foi ultrapassada pela imediata disponibilidade e simpatia de André Glod, cirurgião vascular também especializado na regeneração dos tecidos, e por Monika Wilkinson, fisioterapeuta especializada na área linfática. Esta última disponibilizou-se, traduzindo de imediato para inglês todo o ppt da Conferência, dada pelo Dr. André Glod.

Mas, deixem-me partilhar convosco um pouco da Conferência:

profundidade da agulha na nossa pela
nódulo linfático com pigmentos
de tintas, aplicadas nas tatuagens
Iniciando a sua explanação com um enquadramento histórico, o cirurgião vascular André Glod deu-nos a certeza que as tatuagens podem ser encontradas nos restos mortais, com mais de 30 000 mil anos (sim, as tatuagens ainda hoje, são visíveis nestes achados!).
As tatuagens sempre foram feitas ao longo dos tempos, quer por motivos culturais, quer sociais e, mais recentemente, para “fins médicos” (como seja, por exemplo, a reconstrução de um mamilo, pós mastectomia), sendo estas últimas de uma aplicação diferente das convencionais.

Para que tivéssemos uma percepção da profundidade a que as agulhas entram na nossa pele foi estabelecido um paralelo entre a espessura da agulha e a profundidade que ela alcança e feito um alerta para as tintas que são aplicadas, algumas das cores contêm metais pesados, outras, fenol (cancerígeno), a cor preta, por exemplo,  tem pó de carvão na sua composição e o vermelho Ferrari é a cor que mais reacções alérgicas provoca.

Considerando que a assistência estava particularmente sensibilizada para as questões linfáticas, foi-nos ainda mostrado onde é que as tintas se alojam no nosso organismo (independentemente do local onde a tatuagem é feita e da sua  dimensão). Este facto, bem real, provoca algum “embaraço” quando patologistas efectuam o seu trabalho, levando-os por vezes a ter dúvidas no diagnóstico. A este propósito, um caso real foi partilhado com a assistência mas sobre isso falarei mais tarde.

texto: Manuela
Nota: 
Técnicos de Saúde referidos
Dr.med. univ. André Glod
 Fisioterapeuta Monika Wilkinson

O misterioso garrafão de vidro azul

As conversas sobre a água e os seus benefícios tornaram-se uma constante, enquanto as sessões de drenagens iam evoluindo. Os olhos da Monika, a terapeuta, brilhavam de entusiasmo enquanto explicava a importância de bebermos água pura e dos malefícios que encerra bebermos água engarrafada em plástico….

Todos aprendemos que o nosso corpo é composto por uma grande percentagem de água, mas confesso que não sabia que em, mais ou menos, 20 dias renovamos totalmente todo o líquido que o nosso organismo contém. 

Luto quase que diariamente para beber água, já usei uma série de métodos para não me esquecer de tomar os 2,5 litros que são aconselhados, tanto mais que sei que é essencial para mim, como doente de linfedema. Mas, tenho de confessar que não consigo saborear o precioso líquido, de que tanto gosto, sem que daí advenha uma crise de refluxo gástrico. 

Se pensarmos que o ser humano apenas deve beber água pura e se pensarmos que 93,5% da água existente no planeta é salgada, não nos restam dúvidas que apenas uma ínfima parte está disponível para o nosso bem. Também por isto não podemos deixar de ficar muito pouco confortáveis quando nos apercebemos como tratamos, comercializamos e privatizamos este bem que é de todos e que, só em cada um de nós, está presente em 2/3.

























Com a certeza que todos os dias bebemos um cocktail a que chamamos água e que bebermos água, água pura, é fundamental para a nossa saúde todos os pacientes desta terapeuta, que tive o privilégio de conhecer este ano, tinham como presente, no final de cada sessão de drenagem, um grande copo de água pura. Dizia ela meio tímida, mas determinada: "Esta eu tenho a certeza que bebem!"

Um belo dia, já depois dos primeiros tratamentos de drenagem linfática, chego ao meu quarto e, ao abrir a minha mala das ligaduras, deparo-me com um lindo garrafão azul. Intrigada questionei a Monika, que assertivamente me explicou que deveria de beber sempre água pura, acrescentando que sabia que isso não me seria sempre possível mas, pelo menos enquanto estivesse ali internada, ela iria tornar possível essa possibilidade. Foi assim que... para além da imensa panóplia de ligaduras, placas de espuma e outras ajudas para a minha drenagem, passei também a ter uma outra ajuda muito importante, encerrada num misterioso garrafão azul: água pura.

Mais tarde apercebi-me que a Monika faz parte de um projeto , que, em forma de associação, tem por missão, em primeiro lugar, dar a todos os cidadãos as informações corretas sobre a água e, paralelamente, educar sobre a função da água no nosso organismo, dando uma definição concreta dos parâmetros que definem a qualidade da água potável.

Por último gostaria de partilhar convosco alguns dos links que me foram facultados por esta terapeuta e que se tiverem oportunidade de ver, decerto que vão pensar sobre esta temática

  • Água Fonte de Vida
  • a world without water (reparo agora que este video já não está disponível. Mas partilho convosco o que mais me impressionou|arrepiou: os habitantes de uma povoação da América Latina a lutavam por um pouco de água depois das suas terras terem ficado completamente áridas, após a construção de uma fábrica de Coca Cola (indústria que necessita de muitos recursos hídricos...)
  • What is the photograph of frozen water crystals?
Poderia partilhar ainda outros videos, que me foram facultados no passado mês de março, mas, estranhamente, também aqueles, à semelhança de "a world without water" foram retirados do youtube!!